Até quando?
O limite, o fim absoluto e a recusa da finitude
Até aqui.
Até ali.
Até sexta
Até março.
Até já
Até amanhã.
Até um dia.
Até que enfim!
Há o Até refém dos ponteiros do relógio e das linhas da agenda.
E também há o Até que não cabe nas 24h do dia nem nos 7 dias da semana.
Afinal, o que queremos proteger?
O que tememos?
O que ainda não nos permitimos?
E depois, ainda temos as contraculturas do Até:
O Até nunca, que bate o pé para que tudo termine de uma vez por todas
E o Até sempre, que não se conforma com o fim nem o quer conceber
Um exige o ponto final parágrafo e o outro insiste nas reticências…
Costuras da Linguagem, a nova série do Plano de Fuga
As preposições estão entre as palavras mais pequenas que usamos e talvez passem despercebidas por serem aquelas costuras bem feitas que não se veem, por estarem do lado de dentro da linguagem.
No entanto, são as preposições que vão sustentando sentidos: ajudam-nos a estabelecer relações, situam-nos no tempo e no espaço, permitem-nos abrir e fechar possibilidades.
Nesta série, encaro cada preposição como uma tecnologia, um instrumento lúdico para pensarmos no que escrevemos e dizemos.





